O queijo é um composto lácteo constituído de proteínas, lipídios (gorduras), carboidratos, sais minerais, uma grande quantidade de cálcio, e também fósforo e vitaminas, entre elas A e B. É um dos alimentos mais nutritivos que se conhece: um queijo com 48% de gordura contém cerca de 23-25% de proteína o que significa que, em termos de valor protéico, 210 g desse produto equivalem a 300 g de carne. O líquido residual, que varia com o tipo de queijo, é chamado soro. Boa parte dele é eliminada durante o processo de fabricação e aproveitada como matéria-prima na produção de iogurtes, ricota e outros produtos.
A necessidade de uma ingestão adequada de cálcio tem sido o foco de uma série de estudos. O Cálcio é um nutriente essencial necessário em funções biológicas como a contração muscular, a divisão das células, estancamento de hemorragias, a transmissão do sinal nervoso, e apoio estrutural do esqueleto. Segundo Bárbara Regina Lerner e demais colaboradores, da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, apartir de determinados estudos
[1] têm demonstraram que a ingestão de cálcio previne doenças como osteoporose, hipertensão arterial, obesidade e câncer de cólon. Outros tentam explicar a relação entre o consumo de cálcio e doenças crônicas, e alguns argumentam que a aumento da ingestão de cálcio atenua a sensibilidade ao sal e reduz a pressão arterial, principalmente em indivíduos hipertensos. A relação entre o cálcio e a obesidade
[2] é explicada por estudos que estimulam o cálcio no interior das células de gordura, resultando em aumento da queima da gordura e diminuição do seu acúmulo. Assim, o aumento da ingestão de cálcio leva a uma redução nas gorduras. Quando se trata de câncer, as evidências indicam que quando as gorduras são absolvidas elas podem irritar a mucosa permitindo a proliferação de células cancerosas. Neste contexto, o cálcio pode formar complexos com as gorduras, bem como com a bílis, tornando ela inofensiva.
As exigências de cálcio variam ao longo da vida de um indivíduo, com maiores necessidades durante os períodos de rápido crescimento na infância e adolescência (1.300 mg / dia). Nesses períodos, o crescimento ósseo e aumento do depósito mineral ocorrer, até o pico da massa óssea é atingiu cerca da terceira década de vida. Na idade adulta, o diário necessidade de cálcio é de cerca de 1.000 mg. Nos períodos em que intestinal absorção encontra-se diminuída ou a taxa de reabsorção óssea é aumentado, como a menopausa, a necessidade de cálcio aumenta mais uma vez (1200 a 1300 mg / dia) 0,7.
Portanto, o queijo não causa esquecimento, pelo contrário, devido a sua grande quantidade de cálcio presente ele até melhora as condições do sistema nervoso, favorecendo assim melhoria na memória e também no funcionamento nervoso.
Referências:
1. B.R. LERNER. O Cálcio consumido por Adolescentes de escolas públicas de Osasco, São Paulo. Rev. Nutr., Campinas, 13(1): 57-63, jan./abr., 2000
2. MILLER, G. D., JARVIS, J. K., MCBEAN, L. D. . The Importance of Meeting Calcium Needs with Foods. Journal of the American College of Nutrition, Vol. 20, No. 2, 168S–185S (2001)